Ouvi certa história interessante, e vou contar para vocês para que vejam como é divertida a nossa vida... como é imprevisível, e como não temos controle sobre ela. Essa é a história de Julinha e João.
Eles se conheceram numa festa, na casa de um amigo que tinham em comum. Ela não gostava de ir lá, mas para ele era a melhor diversão. Julinha estava lá para conhecer um outro garoto, João não tinha namorada. Nunca tivera uma namorada. Mas ela achava que talvez ele tivesse uma.
Quando chegou na casa, Julinha cumprimentou a todos já com intimidade de anos; gostava de rir e de chamar atenção. Portanto adorou quando, ao receber um “olá” geral, João levantou a cabeça de onde estava e olhou fixamente para ela. Ela também olhou fixamente para ele, mas não conseguiu puxar um bom assunto. Ela teve medo dele, ele pareceu superior.
Naquele dia não trocaram mais que duas ou três frases, mas souberam da existência um do outro. E ela ficou com aquele gostinho de desafio, de querer superá-lo, de querer mostrar para ele que merecia sua atenção. Ele não deu muita bola; sabia que ela estava lá só pelo outro cara. Mas no fundo sentiu algo de especial naquele ser mirabolante, sentiu que ali havia algo a ser descoberto.
Ocorreu que Julinha conheceu o outro garoto, mas não se envolveu com ele. Já João conheceu outras pessoas, passeou, andou pela rua de mãos dadas... João namorou. Namorou por muito tempo, e por todo esse tempo não se encontrou com Julinha.
Julinha teve sua vida agitada, saindo com amigos, estudando como louca; teve seus amores platônicos; não teve namorado. Um dia encontrou-se com João na faculdade, e cumprimentaram-se com um abraço. Naquele abraço o sentimento de desafio ressurgiu, mas ele não tinha nada a ver com ela.
E realmente, ela não pensou mais nele. Nunca seu sono demorou a vir por ela estar pensando nele. E ele muito menos – ele queria construir seu relacionamento. Mas acontece que brigava, brigava demais com a namorada. E muitas vezes não sentiu paz enquanto planejava seu futuro com ela. E num belo dia...
...Num belo dia a briga foi mais feia que o comum. João ficou estupidamente indignado, passou o dia mau humorado, e insultava a todos que via pela frente – inclusive quem não devia (ou devia, e é aí que aparece a graça – aquilo que chamamos ironia do destino). É que Julinha resolveu perguntar a João o que havia acontecido, mas ela gostava de rir. Ela gostava tanto de rir que ria de assuntos sérios, e de brigas e de fins de namoro. João não via graça nessas coisas. Definitivamente, não via graça nenhuma. Botou a coitada da Julinha pra correr.
Julinha era orgulhosa, e não falou mais com João. Mas havia outra coisa que Julinha era: uma boa conselheira. Várias e várias vezes quis conversar com ele para mostrar o que ele deveria fazer para voltar com a namorada. Ela queria mesmo ajudar! A única coisa que a impediu foi lembrar do sermão que levou, o que a deixava de sangue quente. E pensava “é o que ele merece mesmo, aquele grosso”.
João ficou mal por alguns dias. Mas João também era conselheiro, o conselheiro do grupo. Logo, não teve ninguém que o aconselhasse! E assim, sua decisão final foi terminar toda e qualquer coisa que pudesse haver acontecido entre ele e a namorada (agora, ex-namorada).
segunda-feira, 31 de maio de 2010
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