quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

São os olhos

Não sei se ele algum dia já reparou

No que eu mais gosto nele

Sinto se não

O fato é que toda a vez que lembro-me desse detalhe, estampo um sorrisão na cara, abaixo a cabeça e começo a comentar comigo mesma sobre essas coisas

E não importa aonde eu esteja, acontece invariavelmente

Por exemplo, hoje eu estava voltando para casa, a pé, e lá vieram as lembranças, e lá se foi a lembrante a seguir seu procedimento padrão: sorriso, cabeça abaixada, conversas consigo mesma

Espero que as pessoas da rua não pensem que eu sou boba, porque não sou... Apesar de que pode soar meio bobo uma pessoa andando pela rua, sorrindo e gesticulando sozinha. Não me julgue, leitor

São os olhos

Os olhos dele são a coisa (ou as coisas, já que são dois) mais linda desse mundo

E quando ele sorri, ele os fecha até a metade, e assim eu já não tenho como fugir

Porque são olhos castanhos que, mesmo escuros, são claros; são brilhantes, claros e frescos, são como um banho num dia quente de verão

Ah, seus olhos... Os mais sinceros, mais simples, mais lindos, que mais sorriem, que mais alegram...

Ah, se as coisas fossem diferentes... Assim, eu roubaria aquele olhar para mim

Eu olharia naqueles olhos sem sequer piscar, até que eu entrasse dentro deles

E de lá não sairia mais

Um comentário:

a lonely road, crossed another cold state line

  A nostalgia do tempo frio e o clima de aconchego que preenche qualquer coração vazio Como um cheiro de carne de panela e o vapor que abafa...