Tenho falado em muitos nomes
e passaram dias e anos, e homens
Mas se você soubesse
E se eu te contasse
Que ainda lembro do carro que você falou
Que gostou
E que namorava comigo se eu tivesse um
E sorrindo fez – uhum :)
E que fiquei assim, acho que não gostei
pensei pensei pensei
É claro que você
Não falou sério
Mas se me amou ou se gostou
isso pra mim
foi sempre um grande mistério
por isso que quando eu passo por você
fico eufórica por te ver
eu não sei se é exagero
porque dá um calor e um gelo
mas você
nem me olha direito
você nem me fala com jeito
e então depois, quando deito
fico triste, tenho raiva de sentir
esse susto no peito
só que lembro do sorriso
lembro do olho puxado
lembro que quis estar ao seu lado
até quis enlaçar bem
lembro do apartamento no Paranoá
de estarmos sem camisa no terceiro andar
eu sei que você é como eu sou também
não se dá
não é teu
tira a mão
já perdeu
mas menina
que vontade que eu tenho de um beijo seu
e eu sempre torço pra que me veja
sempre quero passar
meus dedos na sua bochecha
porque isso eu já fiz,
porque te achei linda, te senti feliz
sempre quero te convidar pra uma cerveja
ser pontual
te chamar de ****is
ver se o elefante continua igual, por um triz
(e repetir
que te acho linda,
e tua bochecha,
e teu olho, e roupas e a voz)
e teu olho, e roupas e a voz)
cada vez mais o tempo passa
e eu penso, sem graça
“isso não quer dizer...
é bem simples você esquecer”
ao contrário quando te vejo
porque cresce cresce
um
desejo
uma vontade de conversar de novo
de que o mundo fosse um ovo
pra que quando você fosse embora
ainda houvesse a hora
da gente se encontrar outra vez
mas atenção, eu trago e absorvo
eu penso e aborto
eu falo engraçado, pensando
envergonhada
no cérebro medicado,
comprimido e sufocado
um dever internalizado, e
inferiorizado
por esse sorriso malvado
por isso, cuidado
aceito calada
seu silêncio afastado
ambiguamente interpretado
eu penso e aborto
eu falo engraçado, pensando
envergonhada
no cérebro medicado,
comprimido e sufocado
um dever internalizado, e
inferiorizado
por esse sorriso malvado
por isso, cuidado
aceito calada
seu silêncio afastado
ambiguamente interpretado
Desde
aquele ano
anterior ao passado
aquele ano
anterior ao passado
Melhor poesia que eu já li de você Gabriela.
ResponderExcluirAbraços